sábado, 29 de março de 2025

Bolachas de limão - Para a Páscoa, num post pascoal!



Olá, amigos e amigas,

Já disse aqui que gosto de rituais e de eventos que conectam as pessoas às  comunidades às quais elas pertencem, reafirmam os valores e a fé dessas comunidades e seguem uma tradição. A Páscoa é um evento importante na religião cristã. Nela é celebrada a ressureição de Jesus Cristo. 

No entanto, antes do aparecimento de Jesus Cristo, a Páscoa existia como um Festival de Primavera, festa que celebrava o início da Primavera (no hemisfério norte) e também o que era considerado o início de um novo ano (após os meses frios de inverno). E ainda comemorava a promessa de um boa colheita, a fertilidade (foi aqui que entrou, provavelmente, a figura do coelho, animal muito fértil, rsrs), e as divindades agrícolas. 

Faz tempo que venho sugerindo alternativas aos chocolates, como ofertas de Páscoa. E os biscoitos e bolachas sempre são uma boa escolha. 

Dessa vez escolhi fazer essas iguarias em dois sabores: de limão e de especiarias. Nos de limão usei uma receita publicada pela Martha Stewart, que entrou aqui no blog em 2011 (há 14 anos!), justamente num post de Páscoa! Os de especiarias tenciono mostrar no próximo post. 

Estas bolachas de limão, aliás, traduzidas e adaptadas por mim, já apareceram em vários vídeos, web afora, sem a menor menção à origem da receita. Há quem as tenha feito até como 'bolachas recheadas', obtendo milhões de visualizações e provavelmente dinheiro, com esta publicação.

Devido ao início do outono (cá para nós, do hemisfério sul), fiz as bolachas também em forma de folhas do Plátano (muito parecidas com as folhas do Bordo/Acer). No outono as folhas do Plátano tornam-se amarelo-avermelhadas. 

Mas as fiz, principalmente, em formas de figuras de Páscoa: coelhos, ovos, orelhas de coelhos, etc.  



Os anéis de guardanapo de Páscoa

Há anos venho adquirindo anéis de guardanapos alusivos à Páscoa





                    E as guloseimas de Páscoa
       (doces)


Gostei muito das casquinhas de chocolate para as madeleines (post anterior) e resolvi as fazer com outros recheios, para a Páscoa. 

                              
Eu também tinha este molde para chocolates, em forma de folhas, e resolvi que o usaria também.


E, claro, iniciei a produção dos ovos. Os de compra estão custando uma fortuna. E a maioria tem sido feita com chocolates com muita adição de gordura.





E é só para o momento. Até a próximo post!


sábado, 8 de março de 2025

Madeleines de Chocolate. Para Celebrar o Dia Internacional das Mulheres


 Olá, para todos!

Madeleines são bolinhos franceses, assados em moldes que têm a forma de conchas. Eles podem ser brancos ou escuros, sendo os escuros, de chocolate. 

Estes bolinhos se tornaram especialmente famosos por terem dado motivo para que a obra literária 'Em Busca do Tempo Perdido', fosse escrita, pelo francês Marcel Proust.

Na obra, o escritor diz que ao morder uma madeleine, enquanto tomava chá, memórias da infância e de acontecimentos posteriores inundaram o cérebro dele, levando-o a registrar as lembranças. 

Madeleines de Chocolate Fáceis

(daqui, com várias alterações)

Ingredientes

  • 1-¼ xícaras de chá (150 gramas) de farinha de trigo
  • ⅔ xícara de açúcar granulado (130 gramas)
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • ¼ de colher de chá de sal
  • ½ colher de chá de pó para café expresso
  • ¼ xícara (25 gramas) de cacau em pó (de preferência alcalino)
  • 4 ovos grandes, em temperatura ambiente
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 10 colheres de sopa de manteiga derretida e resfriada, à temperatura ambiente

Cobertura de chocolate:

  •  340 gramas de chocolate amargo ou meio amargo picado, derretido e temperado

 Preparo

Para a massa:

1. Em uma tigela média, misture a farinha, o açúcar, o fermento, o sal, o café expresso e o cacau em pó.

2. Em um prato separado, bata os ovos e o extrato de baunilha e, em seguida, adicione os ovos à mistura de farinha, mexendo até incorporar.

3. Despeje a manteiga derretida na massa e mexa até que esteja completamente incorporada e a massa fique lisa e brilhante.  

4. Cubra a tigela com filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 2 horas, para esfriar.

Asse as Madeleines:

1. Aqueça o forno em 190º C e unte/enfarinhe as formas de Madeleine (ou aplique um spray desmoldante nas forminhas)

2. Retire a massa da geladeira e coloque uma colher de sopa em cada cavidade das formas (usei um saco de confeiteiro para fazer isso). Não encha as forminhas até a borda, pois elas vão crescer.

3. Transfira as formas para o forno (ponha-as antes dentro de uma assadeira, se forem individuais) e asse por 8-9 minutos até que as bordas pareçam levemente crocantes e os bolos voltem ao formato original quando tocados levemente. Retire do forno e vire-os imediatamente sobre um pano de prato, com os moldes voltados para baixo e deixe esfriar por 10-15 minutos antes de os cobrir com o chocolate.

Cobertura

Lave e seque as formas para madeleine. Ponha-as de lado.

Derreta e tempere o chocolate de acordo com o descrito na embalagem. Despeje o chocolate derretido até metade de cada forminha. Ponha as madeleines sobre o chocolate e pressione-as levemente, para que o chocolate suba e cubra toda a Madeleine. Leve as forminhas ao congelador por 10-15 minutos, após o que, bata-as levemente sobre um prato para que se soltem das formas.  

Dia Internacional das Mulheres


O que há para celebrar no Dia Internacional das mulheres?

Num vídeo recente, a atriz estadunidense Meryl Streep denuncia “a lenta asfixia que tem sufocado as mulheres, no Afeganistão”.

A atriz diz ainda que, naquele país, pássaros, esquilos e gatos têm mais direitos do que mulheres e meninas, já que os pássaros podem cantar em público e esquilos e gatos podem transitar por parques públicos, ações que foram proibidas às pessoas do sexo feminino.

E disse mais: que em anos passados, no Afeganistão, as mulheres gozavam de liberdade, o que resultou, por exemplo, no fato de as afegãs haverem obtido o direito ao voto, antes mesmo do que outras mulheres, de países europeus. O que se deu no começo do século passado.

Mas, vieram conservadores ou revoluções e anularam os direitos femininos, lançando as mulheres numa categoria que talvez possa ser chamada de ‘sub-humanas’, ao negar a elas direitos básicos.

***

Quem leu o livro ‘O livreiro de Cabul’, da jornalista norueguesa Asne Seierstad, tomou conhecimento das práticas opressivas relacionadas às vidas das mulheres, no Afeganistão.

De acordo com o livro, o desacato às mulheres tem sido tão grande, que meninos, ainda em idade escolar, se sentem no direito de desrespeitar a autoridade de suas próprias mães, pelo simples fato de elas serem mulheres!  

No Afeganistão a educação das mulheres é dificultada, de modo que elas acabam por desistir do sonho de educar-se. E homens casados podem casar-se novamente, sem desfazer o vínculo anterior. Às mulheres é negado até mesmo o direito ao divórcio, seja lá por que motivo for.

A violência contra as mulheres é brutal, a ponto de – de vez em quando – notícias de crimes contra as mulheres estarrecerem o mundo.

Por que me dou ao trabalho de mencionar tudo isso, se não sou afegã? Primeiramente porque injustiças feitas às mulheres, em qualquer parte do mundo, inspiram injustiças em outras partes. E porque há muitos homens, no Brasil, desejosos de implantar um regime igual, no que se refere ao tratamento dado às mulheres. 

Leiam os comentários sobre direitos de mulheres, crimes contra mulheres e coisas tais, em redes sociais, e me digam se não é exatamente assim. 

Porém, nós, mulheres brasileiras, não podemos permitir um retrocesso em nossos direitos, em nosso país!  


E é só para o momento. Abraços!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Coração de chocolate branco, para o dia de São Valentim

 


Olá, amigos!

Depois de vivenciar uns poucos dias de luto, por minha mãe, estou de volta. 

Minha mãe achava que a vida tem que continuar do melhor modo possível, após as perdas e tribulações. E é isso que estou a fazer: continuando.

Hoje é o dia de São Valentim, o santo que, segundo a lenda, tornou-se mártir por realizar casamentos de pessoas cristãs, proibidas na época de se casarem.

Atualmente, no dia de São Valentim, é celebrado não apenas o amor romântico, mas também o amor ou a afeição por amigos, pessoas queridas, familiares e etc. 

Então eu aproveitei a oportunidade para fazer este coração de chocolate branco, para não deixar que a data passasse sem registro. 

Para moldar chocolates nobres é preciso TEMPERAR o chocolate. E aqui no blog deve ter mais de três posts sobre o assunto. Para encontrá-los é preciso que se digite palavras como "temperagem" ou "temperar chocolate", na caixa de pesquisa que fica à direita da página, no alto.

Moldei o meu coração na forminha abaixo, que é uma forma comum, não destinada à moldagem de doces.    

Eu também já tinha feito a foto abaixo, de uma mesa para o dia de São Valentim, ainda em dezembro, quando fotografei mesas para o Natal. Fica aí uma sugestão, sobre este tema. 



No mais, os dias vão passando e nos lembrando que os amanheceres e os pores do sol continuam lindos, como pude registrar ontem, ao cair da noite.


E é só para o momento, deixo aqui o bordadinho feito por mim, anos atrás, a fim de mostrar a minha estima por todos vocês, amigos e amigas, que estão sempre comigo. Feliz dia de São Valentim para todos! 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Minha mãe se foi...

 

Minha mãe deixou este mundo na noite de terça-feira. E teve o funeral realizado ontem. Foi uma pessoa especial, em muitos sentidos. 

Foi uma mulher à antiga, daquelas que travaram batalhas enormes, ao longo da vida. Tornou-se esposa ainda menina. E foi mãe de muitos filhos (nove).

Foi um exemplo de fé, honestidade, esforço, de busca incansável de melhorias, pois ela acreditava que somos postos no mundo para melhorá-lo, tanto no sentido individual quanto no coletivo. 

Amou a vida, amou a família, amou as pessoas e amou a beleza. E a despeito de qualquer situação, sempre se mostrava alegre. O mundo ficou mais pobre sem ela! 



domingo, 26 de janeiro de 2025

Cookies de chocolate com gotas de chocolate e o que rolou nos últimos dias

 


Olá, queridos, bom dia!

Esta semana fiz estes cookies duas vezes, pois a turma de casa gosta muito deles. Publiquei esta receita aqui, em 2015 (acho até que já a tinha publicado antes, mas não tenho certeza, vou pesquisar isso depois). Quando eu os faço para mim, altero um pouco a receita, mas o pessoal daqui de casa (e não só eles) acha que a receita abaixo produz cookies de chocolate perfeitos, os mais deliciosos entre todos! Por isso mesmo estou republicando a receita (sem alteração).

Cookies de Chocolate com gotas de chocolate 

xícara = 240 ml

(rende uns 35 cookies, dependendo do tamanho)

Ingredientes

2 1/4 de xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de bicarbonato de sódio (coloquei ½ colher de chá de bicarbonato + ½ colher de chá de fermento em pó, disso eu não abro mão, pois não gosto do sabor residual do bicarbonato)
2 tabletes de manteiga (200 gramas no total) amolecida 
1 xícara de açúcar granulado 
1 xícara de açúcar mascavo
2 ovos grandes, 
ligeiramente batidos 
1 colher de sopa de essência de baunilha 
1/2 xícara de cacau em pó, sem açúcar
2 xícaras de gotas de chocolate, ou o equivalente em chocolate meio amargo picado (usei 1 xícara de gotas escuras - de chocolate meio amargo -  na massa, e 1 xícara de gotas de chocolate branco no topo)

1 xícara de nozes picadas (opcional, não usei)

Instruções

Preaqueça o forno em 180ºC. Em uma tigela, misture a farinha, o sal e o bicarbonato de sódio. Em outra tigela maior, misture a manteiga, os dois açúcares, os ovos, a baunilha e o cacau. Aos poucos, combine as misturas das duas tigelas até incorporar tudo. Acrescente as gotas de chocolate (eu deixo 1/3 das gotas para colocar no topo dos cookies) e as nozes, se as estiver usando, e mexa para distribuir estes ingredientes uniformemente. Tire porções da massa, com uma colher de sopa e distribua-as em assadeiras untadas. Asse as bolachas por cerca de 10 minutos (tenho deixado mais tempo, cerca de 14 minutos; mas as bolachas saem do forno ainda moles e ficam mais firmes depois de frias). Tire-as da assadeira, depois de assadas, e deixe que esfriem sobre uma gradinha. Se preferir cortar barrinhas de biscoitos, distribua a massa em uma assadeira untada, de 18 centímetros e leve-a ao forno por 20 a 25 minutos. Corte as barrinhas depois que a massa esfriar.


Observações:
1) Se você preferir, pode substituir a manteiga por 3/4 xícara de óleo

2) a massa fica firme, por isso os cookies podem ser moldados nas mãos, como bolinhas (porém, não manipule a massa demais). Isso é legal para deixá-los todos do mesmo tamanho.

3) Ponha as bolinhas um pouco distantes, pois, no calor do forno, elas esparramam e podem grudar umas nas outras. 

Mesas de Natal

O Natal já vai longe, mas eu tinha intenção de publicar as fotos dessas outras mesas, que eu havia fotografado por volta da data, no ano passado. Estou fazendo isso agora, para já ter um arquivo novo de mesas de Natal, para o próximo evento. 






Último livro lido

Louvor à Terra
(do filósofo coreano Byung Chul Han) 



Os três livros abaixo, de autoria do filósofo coreano Byung Chul Han, chegaram às minhas mãos de modo curioso. Eu tinha, ou melhor, passei a ter, algum interesse no trabalho  desse homem, depois de ler uma ou outra menção à obra Sociedade do Cansaço, que é, talvez, o livro dele mais conhecido. 


Porém, apesar do meu interesse que, para falar a verdade, era um pouco vago, não mencionei isso a ninguém. E eis que, no último Natal, numa tremenda coincidência, eu ganho três livros do homem: Sociedade do cansaço, Louvor à Terra e No Enxame. 
Abri, aleatoriamente, o Louvor à Terra. E não o soltei mais. Para começar, logo na primeira página, a gente lê o seguinte:

"Pergunte ao gado e ele te ensinará
e às aves sob o céu, elas te dirão.

Ou converses com a terra, ela te ensinará,
e os peixes no mar te contarão.

Quem não reconheceria em tudo, que tal foi feito 
pela mão do Senhor?" (Jó 12, 7-9)

Veja bem, o autor é um homem voltado para estudos, para coisas, digamos, de interesse acadêmico. Ele é coreano mas estudou em Berlin, na Alemanha. E mais, até pela estrutura do livro, a gente percebe o interesse dele pelas palavras, pelos sentidos delas em alemão ou em outras línguas. 
E ele é filósofo, que é um profissional geralmente cético, com acentuado raciocínio crítico. 
E, no entanto, ele estabelece uma conexão entre a Terra (planeta) e um criador (entidade espiritual).

E, no texto, ele vai contando que criou um jardim e passou a jardinar todos os dias, devido a uma grande necessidade que sentiu de estar próximo à Terra.

E a gente vai percebendo que, para ele, a 'revolução tecnológica' que nos jogou na web, também tem nos desconectado da Terra e da nossa humanidade. E que a nossa humanidade está estritamente ligada à Terra. Em certo trecho, ele diz:

"O trabalho de jardinagem era, para mim, uma meditação silenciosa, um demorar-se no silêncio. Ele permitia ao tempo se demorar e exalar. Quanto mais trabalhava no jardim, mais respeito tinha diante da Terra, de sua beleza encantadora. Nesse meio-tempo, fiquei profundamente convencido de que a Terra é uma criação divina. O jardim me levou a essa convicção, sim, à compreensão que se tornou para mim agora uma certeza, que adquiriu um caráter de evidência. Evidência significa, originariamente, ver. E eu vi.

fica claro que ele acha que a digitalização da vida tem nos afastado cada vez mais de tudo que é a nossa essência, sendo a Terra a raiz de tudo que somos. Já para o fim do livro ele diz:

"A digitalização aumenta a barulheira de comunicação. Ela elimina não apenas o silêncio, mas também o tátil, o material, o aroma, cores cheirosas, sobretudo o peso da Terra. Humano (a palavra) remete à humus, terra. A Terra é o nosso espaço de ressonância, que nos alegra. Se abandonamos a Terra, abandonamos a felicidade". 
O interessante é que eu também tenho uma opinião ambivalente, com relação às mudanças tecnológicas que estamos a experimentar. Temos visto que as novas tecnologias também têm tido efeitos danosos, na vida humana. E a coisa chegou a um tal ponto, que há quem já tenha firmado uma opinião radical sobre o assunto. Vi, recentemente, trecho de entrevista (em vídeo) de outra filósofa, a brasileira Marilena Chauí, em que ela diz:

"Não houve uma mudança tecnológica, houve uma mutação civilizacional" . 

Pois é, são coisas para se pensar. Recomendo o livro!


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